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Corria o ano de 1232 e Dom Ginés Pérez Chirinos, sacerdote, era prisioneiro do Rei mouro Ceit Albuceli, por pretender levar a sua fé, aos “infiéis”. Curioso o Rei pretendeu que cada um dos seus prisioneiros lhe mostrasse como desempenhava o seu ofício. Ginés disse-lhe que era sacerdote e o Rei quis que, perante ele e os seus vassalos, demonstrasse como difundia a sua fé. O sacerdote, então, pediu-lhe as vestes cerimoniais para celebrar a missa, que lhe foram trazidas por emissários do Rei. Ao começar a rezá-la, Ginés alterou-se e não conseguia dizer palavra. Quando lhe perguntou o Rei o que se passava, respondeu-lhe que lhe faltava a Cruz e que, sem ela, não poderia continuar a oficiar. Para espanto de todos, quando o Rei levanta os olhos, vê baixar dois anjos que transportam nas mãos um objecto e pergunta-lhe se era esse objecto, a Cruz que lhe fazia falta. Ao ver o milagre, o sacerdote ajoelhou-se em sinal de respeito e continuou a rezar a missa. Este episódio marcou a vida do Rei mouro, que pouco tempo depois se converteu ao cristianismo, com toda a sua família. Diz também a lenda que a cruz é feita com o madeiro em que Jesus foi crucificado.
O significado esotérico da Cruz é: a cruz do espírito (a linha vertical) e o plano material (linha horizontal), tendo como resultado o Homem, que é um ser que se move no plano material com opção para ascender ou descender espiritualmente. Isto implica que, em muitas ocasiões, necessite protecção e, uma das melhores formas é levando a cruz, que lhe recordará a sua posição na escala evolutiva e, desta maneira faz com que se centre no cruzamento do espírito com a matéria.
O ritual de preparação da Cruz para lhe conferir todo o seu poder faz-se do seguinte modo: Durante três dias, três vezes ao dia unge-se a cruz com algum tipo de óleo próprio para rituais. Nos quatro dias seguintesfar-se-á o seguinte: Com a Cruz deitada, coloca-se todos os dias uma vela vermelha, junto de cada um dos extremos verticais da cruz; uma vela azul, nos extremos horizontais do pau menor e, uma vela amarela nos extremos do pau horizontal maior. As velas devem acender-se diariamente e, queimar-se um sahumério “Cruz de Caravaca” e depois recitar a litania, além disto, no sétimo dia dir-se-á em voz alta: “Em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo, eu consagro a minha cruz para que me traga felicidade, amor, abundância e me proteja de todo o mal”.
Depois de devidamente preparada pela pessoa que a vai usar e de efectuados os rituais correspondentes, pode começar-se a usar a cruz. O seu poder aumenta à medida que se preparem cruzes para oferecer a outras pessoas.
***Beijokas e bom resto de semana...*** |