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O tempo não pára:



Nome: Moon Priestess a.k.a. Aislin
Idade: 27
Signo: Virgem
Cor: Depende do dia, do estado de espírito, mas tenho uma tendência para o preto e, estranhamente, para o branco, também gosto do rosa, do turquesa...enfim, desde que não me falem em laranja, amarelo e verde alface...é na boa!
Aquilo que me faz sentir bem: O Mar; a Lua; o Sol; os golfinhos; estar perto de alguém querido; a amizade verdadeira (tão rara hoje em dia); um belo banho; e por ai fora...
O que me faz sentir mal: A falsidade que existe no mundo; a traição, seja de que natureza fôr; a hipocrisia; a falta de amor...
Interesses: Bem...agora é que tudo se torna complicado pois são muitos...desde a mitologia grega passando por tudo o que é místico; a idade média; p Esoterismo; o culto da Deusa; As Brumas de Avalon (adorei os livros e o filme); o antigo Egipto; as Artes Marciais; o Budismo; Poesia; História; etc., etc....
Passatempos: Adoro ler, apesar de não o fazer tanto quanto desejaria. A praia. E claro, os meus blogs!!


O meu selo:

Entrem nesta viagem até à Lua!

O meu award:

Mereceu

Se quiseres o meu award ou o meu selo é só mandar um E-mail e pedir o código



O Meu blog de poesias:


em renovação


O meu blog com a Meia Lua:

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Conheçam a minha heterónima e o Meu Lado Lunar:
Aislin

*Versão 1*

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*Versão 2*

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O Som da minha alma:

Lithium - Evanescence


Lithium - Don't want to lock me up inside
Lithium - Don't want to forget how it feels without
Lithium - I want to stay in love with my sorrow
Oh but God I want to let it go

Come to bed, don't make me sleep alone
Couldn't hide the emptiness you let it show
Never wanted it to be so cold
Just didn't drink enough to say you love me

I can't hold on to me
Wonder what's wrong with me

Lithium - Don't want to lock me up inside
lithium - Don't want to forget how it feels without
lithium - I want to stay in love with my sorrow

Don't want to let it lay me down this time
Drown my will to fly
Here in the darkness I know myself
Can't break free until I let it go
Let me go

Darling, I forgive you after all
Anything is better than to be alone
And in the end I guess I had to fall
Always find my place among the ashes

I can't hold on to me
Wonder what's wrong with me

Lithium - Don't want to lock me up inside
lithium - Don't want to forget how it feels without
lithium - Stay loving you
Oh I'm gonna let it go






Os sons que já se ouviram na Lua:

*Anywhere - Evanescense*

*My Immortal - Evanescense*

*In Perfect Harmony - Within Temptation*



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Monday, April 03, 2006
A minha vida é um barco abandonado

Peço desculpas por esta ausência tão prolongada mas a minha vida anda a sofrer algumas mudanças e a cabeça nem sempre dá para tudo.

Beijinho grande e boa semana!

A minha vida é um barco abandonado
Infiel, no ermo porto, ao seu destino.
Por que não ergue ferro e segue o atino
De navegar, casado com o seu fado ?

Ah! falta quem o lance ao mar, e alado
Torne seu vulto em velas; peregrino
Frescor de afastamento, no divino
Amplexo da manhã, puro e salgado.

Morto corpo da ação sem vontade
Que o viva, vulto estéril de viver,
Boiando à tona inútil da saudade.

Os limos esverdeiam tua quilha,
O vento embala-te sem te mover,
E é para além do mar a ansiada Ilha

Fernando Pessoa


Posted at 12:36 pm by MoonPriestess
(6) Navegaram pela Lua  

Friday, March 17, 2006
Os Covens

Os Covens

Os Covens, que podem ser definidos basicamente como grupos de Bruxas Iniciadas numa Tradição específica para praticar a Wicca, são os que em conjunto mantém a Tradição, com as Bruxas Solitárias.

Mas neste ponto, também, existem algumas diferenças, afinal, um dos princípios da Wicca é a liberdade e a ausência de dogmas. Algumas Tradições têm Covens com doze ou treze membros; outros, com até cinquenta. Em algumas, são necessários só dois ou três membros para formar um Coven.

 

A hierarquia dentro dos covens

Este é um ponto absolutamente polémico dentro da Wicca. Hoje em dia, a maior parte das Bruxas dispensa este tipo de imposição "hierárquica". Mas, como informação, é preciso dizer que algumas Tradições mantêm a prática de proceder a três Iniciações diferentes para seus membros.

A Iniciação no Primeiro Grau é a entrada formal para a Religião Wicca, para aquela Tradição em particular e para o Coven.

A Iniciação no Segundo Grau geralmente acontece depois de algum tempo de estudo religioso e mágico dentro da Tradição.

A Iniciação no Terceiro Grau forma os chamados Alta Sacerdotisa e Alto Sacerdote. Isso pode ser descrito como o ápice do conhecimento dentro de uma Tradição específica.

A Iniciação no Terceiro Grau acontece, teoricamente, apenas depois que o membro completa um rigoroso programa de estudo que engloba a Magia, a estrutura dos Rituais, a dinâmica de um grupo mágico, a Mitologia da Wicca e diversas outras áreas.

Mas a hierarquia é absolutamente dispensável, já que todos nós somos canais directos com a Deusa e o Deus, além de levar a um perigoso jogo de poder - que pode, com o tempo transformar a Wicca em apenas mais uma Religião.

Não podemos deixar de mencionar que este - especificamente – é um motivo que induz o praticante a procurar o Caminho Solitário, por enquanto. Por mais anos de estudo que uma pessoa tenha, ou por mais que ela esteja "à frente" dos outros membros em termos de estudo, alcançar estes elevados níveis é apenas uma questão de tempo.

Mas, infelizmente, este "jogo de poder" contamina muitas pessoas. E isto só acontece porque existem outras pessoas dispostas a admirar e reverenciar o Ego de outras, admirar o "poder" que estas pessoas exibem, em vez de prestar atenção em seu próprio Poder... Em vez de reverenciar à Deusa e ao Deus, por si sós...

Resumindo: a Hierarquia dentro da Wicca é - realmente - polémica. Muitas pessoas estão interessadas na Wicca apenas como uma forma de aparecer nos media e alimentar o próprio ego. Mas outras acreditam, sinceramente, que é necessário passar por todo este processo de Iniciações e Graus para se sentirem seguras.

By Morgana

Beijinhos e bom fim de semana!

***


Posted at 09:11 am by MoonPriestess
(7) Navegaram pela Lua  

Saturday, March 11, 2006
Radiestesia

Para o meu regresso escolhi este tema que nunca antes havia aqui falado...

Espero que gostem!!

Esta ciência é muito antiga e surgiu com a técnica da procura de poços d'água e de jazidas subterrâneas, por meio da forquilha ou varinha divinatória. Depois ficou séculos e séculos esquecida e quando reapareceu, encontrava-se infectada de manipulações e invocações inúteis de arte mágica. Além da busca de mananciais aquíferos, a varinha bifurcada era muito utilizada na pesquisa de tesouros ocultos e objectos perdidos. Nos dias de hoje, não é raro encontrar ainda no meio rural poceiros habilidosos que fazem dessa arte uma profissão, localizando água com a forquilha ou com um simples prumozinho.

 

Radiestesistas ao longo da história

Uma xilografia da época da dinastia Han, encontrado na província chinesa de Shandong, mostra o imperador Kwang Yu com um instrumento parecido com um diapasão, Yu que nasceu em torno de 2205 a.C. e foi o fundador da Dinastia Hsia, era tido como grande conhecedor das águas subterrâneas, cujos veios descobria facilmente. Confúcio disse que o imperador Yu "dominou as grandes inundações". Os chineses primavam por sua habilidade em investigações ao subsolo, e proibiam a localização de casas e abrigos de animais em cima das chamadas "Veias do Dragão", ou "Saída dos Demónios", arte conhecida como FENG SHUI.

Em Roma - Antes de fundarem uma cidade, os romanos colocavam rebanhos de ovelhas pastando por longos períodos nos terrenos escolhidos, depois sacrificavam os animais para analisar o fígado. Também na história de Roma, vários historiadores referem-se ao uso de Varetas de salgueiro para descobrir águas subterrâneas.

A Bíblia faz alusões ao uso de varetas, chamadas pelos hebreus de "vara de Jacó". Antes dos hebreus, no Egipto, escavações realizadas nas tumbas do Vale dos Reis, comprovaram a existência de varinhas e pêndulos. No âmbito das energias de forma, vislumbramos o alto grau de conhecimento desse povo, nas magistrais pirâmides, rodeadas de misticismo e ocultismo, mas que encontra a razão nas fórmulas matemáticas e nas ondas de forma.

Além dos já citados, temos registros dessa prática nos hindus, persas, etruscos, polinésios, gregos e gauleses.

Na Idade Média a radiestesia foi usada na prospecção de minérios. Em 1556, o médico alemão Georg Bauer publicou em latim o livro "De re metallica" (dos metais) sobre prospecção mineral. Diz que os mineiros usavam varetas (forquilhas) de diferentes árvores para a busca de minérios : aveleira para a prata, freixo para o cobre, pinheiro negro para o chumbo e o estanho. Para o ouro e a prata preferiam varetas de ferro.

No final do século XVII a rabdomancia ou a futura radiestesia, espalhou-se por toda a Europa. Em 1892 o Abade Alexis Bouly criou o termo radiestesia.

Em 1919, Mermet, que era conhecido como o "princípe dos radiestesistas", criou a telerradiestesia, inspirado no trabalho do Abade Paramelle, que achava fontes através de mapas.

Em 1920, uma comissão da Academia de Ciência de Paris elaborou um parecer favorável à radiestesia. Os ilustres cientistas declararam: "A ciência do porvir é de bom grado que nós patrocinamos a radiestesia."

Em 1933, realizou-se o Congresso Internacional de Avignon, com a participação de onze países e a consagração do termo Radiestesia.

Em 1935, a Maison de la Radiesthésie publicou o famoso livro de Mermet "Comment J'opère", considerado a bíblia dos radiestesistas.

A partir de meados do século dezanove, a Radiestesia passa por um expurgo das superstições que a rodeavam e começa a ser estudada cientificamente, com apoio em métodos experimentais. A palavra "Radiestesia" sugere que essa ciência se relaciona com "radiações", "raios", cuja natureza ainda se desconhece. Não é eletricidade nem magnetismo, embora essas radiações tenham conotação com essas duas forças. Aliás, o raio radiestésico é passível de reforço tanto pela eletricidade quanto pelo magnetismo.

O leitor que se dedicar ao treino assíduo e racional da Radiestesia, ficará deveras surpreso com o rápido desenvolvimento de sua habilidade radiestésica, que lhe permitirá, entre outras coisas, aplicá-la à manutenção do equilíbrio de sua própria saúde e à dos seus familiares, habilitando-o, ainda, a saber se um determinado remédio prescrito é eficaz ou não ao paciente. Pode, também, submeter a testes os alimentos que vai ingerir às refeições, selecionando-os a critério de sua saúde.

Hoje, na Europa, existem milhares de médicos radiestesistas, que se reúnem em sociedades, demonstrando, assim, o alto conceito com que encaram os recursos da Radiestesia, não sendo rara a cooperação entre bons radiestesistas e eficientes facultativos.

A Radiestesia é uma ciência que detecta todos os tipos de manifestações energéticas. É a maneira de detectar ou melhor descobrir objectos ocultos, doenças, alimentos e medicamentos adequados e desgaste de energia no corpo humano, seja nos sectores psíquicos ou físicos.

A sintonia entre o operador radiestésico e o objectivo é explicada pelo fenómeno já conhecido da ressonância, aprendido por todos os estudantes nos tratados de física elementar e que pode ser comprovado facilmente por qualquer pessoa.

Por definição, o pêndulo nada mais é senão um peso, preso a uma corrente ou fio, e este pode ser de metal, cristal ou madeira, é VOCÊ que vai definir qual é o material que seja do seu agrado, de acordo com a afinidade com este ou aquele material. Você pode, inclusivé, utilizar como pêndulo (caso não adquirir um neste momento) a sua aliança, presa a um fio.

Continuação de um bom fim de semana!

***


Posted at 03:03 pm by MoonPriestess
(4) Navegaram pela Lua  

Monday, February 27, 2006
Poetry

Bom, hoje foi poesia em todos os lados...nada melhor para começar as férias...

Sei que tenho andado ausente mas infelizmente tenho sido "forçada" a isso por razões mais fortes que o meu gosto pelos blogs...vou tirar uma feriazinhas pois a mente pede e o corpo também...

Quando regressar passarei pelas vossas casas para vos visitar...

Um bom carnaval...divirtam-se!!

***Beijinhos***

Como é por dentro outra pessoa 
Quem é que o saberá sonhar? 
A alma de outrem é outro universo 
Como que não há comunicação possível, 
Com que não há verdadeiro entendimento. 

Nada sabemos da alma 
Senão da nossa; 
As dos outros são olhares, 
São gestos, são palavras, 
Com a suposição de qualquer semelhança 
No fundo.

Fernando Pessoa

*** 


Posted at 10:50 pm by MoonPriestess
(7) Navegaram pela Lua  

Saturday, February 18, 2006
Reiki

Hoje e para contrariar um pouco a minha ideologia de não escrever experiências pessoais nos blogs, quero partilhar convosco o meu dia...afinal passo quase mais tempo aqui do que com os meus amigos "reais"...

Frequentei o nível 1 de Reiki e digo-vos que foi uma experiência inesquecível que possívelmente só será ultrapassada quando fizer o nível 2...

Foi no Centro Tibetano e a sra. que o ministrou contagiava alegria e bom humor a olhos vistos...devíamos todos seguir uma filosofia de vida assim, certamente o mundo seria um lugar bem melhor...

Bom, mas falando da experiência em si.

Para quem não sabe, Reiki, é um método japonês de cura através da imposição das mãos e significa: Rei, aspecto cósmico, universal da energia e Ki, força vital fundamental que flui e pulsa em todos os seres vivos.

Recebi uma iniciação e tenho agora um período de 21 dias de Limpeza Energética, nos quais terei de praticar todos os dias, em mim mesma ou numa outra pessoa. 

Sinceramente aconselho a todos pois com o ritmo que levamos nesta vida toda a ajuda que tivermos para minorizar os efeitos nocivos desse ritmo é bem vinda!

Aqui ficam os princípios do Reiki, tentem segui-los e verão como o dia a dia melhora a olhos vistos:

- APENAS POR HOJE, NÃO SE IRRITE

- APENAS POR HOJE, NÃO SE PREOCUPE

- GANHE A VIDA COM TRABALHO HONESTO

- RESPEITE OS SEUS PAIS, PROFESSORES E OS MAIS VELHOS

 - DEMONSTRE GRATIDÃO A TODOS OS SERES VIVOS

Beijinhos e bom fim de semana!!

 


Posted at 08:42 pm by MoonPriestess
(8) Navegaram pela Lua  

Friday, February 10, 2006
Mantras - 2ª Parte

Hoje em dia, o uso de expressões védicas em assuntos místicos, esotéricos, ocultismo é tão comum que fazem algumas palavras começarem a ter o seu sentido deturpado, às vezes, vulgarizado.
Palavras que têm a sua origem no sânscrito, a Língua Mãe, tais como: guru, karma, dharma, samsara, maya, budha, yoga, nirvana, tantra, mantra; são usadas, muitas vezes, em sentido completamente corrompido, por pessoas inescrupulosas ou mal informadas.

Entre as palavras supracitadas, o mantra, circunstâncialmente vem sendo confundido com palavras mágicas, orações, fórmula milagrosa, feitiçaria ou mera superstição; completamente distante de seu sentido real e científico.

O mantra não é uma oração porque nelas o devoto escolhe as suas próprias palavras.

O mantra não é mágica por que não deve ser usado para interferir no curso dos fenômenos naturais e nem se trata de fórmula milagrosa por que é uma regra, uma lei e não um fato isolado sem explicação.

Os mantras são tecnicamente estudados no Tantra Shastra (escritura védicas apropriadas para a era actual, Kali-yuga).

Os mantras são representações sonoras das Divindades, assim como as imagens são suas representações formais. O nosso mundo é constituído de nomes e formas (namarupa).

No princípio era o Verbo (OM), e o Verbo estava com Deus (Brahman), e o Verbo era Deus... Todas as coisas foram feitas por intermédio Dele, e sem Ele nada do que foi feito se fez.(João 1.1-3)

Nas escrituras védicas aprendemos que o mantra original é o OM, formado pelas três letras A,U,M;.significando : Brahma, Vishnu, Shiva - o princípio da criação, manutenção e dissolução (ou absorção) do Universo.

Do OM saem todos os demais mantras, conforme ensina a ciência do Mantravidya, que podem ser constituídos por algumas das 50 letras do alfabeto sânscrito chamadas de matrikas (matrizes, ou mãezinhas). Os mantras monossilábicos são chamados de bijas (semente) e são vocábulos inetimológicos. O OM é o bija que dá origem aos demais bijas tântricos.

É ensinado que o Mantra é formado por um conjunto ordenado de letras em certa e determinada sequência sonora. Para que produza os efeitos específicos é necessário entonação apropriada com relação ao som e ritmo. Se o mantra for traduzido, ele perde a sua potência como tal (shakti), tornando-se mera palavra ou frase.

Nota: O mantras devem ser pronunciados somente na língua sânscrito.

O Mantra precisa ser despertado (prabuddha) do mesmo modo que qualquer forma de energia (shakti) para se obter o resultado esperado. O conhecimento do seu significado é uma condição necessária, mas não suficiente para produzir bons frutos. De igual modo uma devoção ignorante não é uma condição ideal. O princípio é a união do som com a idéia através do conhecimento do mantra e seu significado. Em Yoga se ensina que o homem se identifica com o objecto de sua meditação, ou seja, se unifica com o objecto em que concentra a sua mente.

O Mantra no qual a Deidade se revelou, pode revela-La para o devoto iluminado ou para iluminá-lo. O Mantra é a Divindade em forma de vibração sonora. Mediante a recitação (japa) constante do Mantra se atinge o Mantrasiddhi (perfeição) que é quando o devoto alcança a unidade com o seu objecto de culto, a Divindade do seu Mantra. Nesta unidade o sádhaka (devoto) torna-se um mantrasiddha. A japa é feita em estado de recolhimento e meditação, absorção no mantra para, no final, ser absorvido na Divindade. Não tem nada a ver com a crítica que Jesus fez às vãs repetições, ele se referia exactamente às vãs repetições e não às práticas mantricas em estado meditativo.

Esta é a prática (sadhana) recomendada pelo Tantra Shastra e confirmado por diversos Avatares para esta nossa era (yuga). Ela não é um processo de repetição mecânica, pois de nada adiantaria. Diz-se que a prática da japa é como o homem que sacode o outro para acordá-lo, despertá-lo. Os Tântricos ensinam-nos que os lábios do devoto ao se movimentarem para pronunciarem o mantra são como Shiva e Shakti em maithuna (relação sexual) que finalmente concebem a Deidade adorável do devoto. Deidade esta que é uma expansão do Absoluto (Brahmam), que, por amor aos Seus devotos, manifesta-se neste mundo de formas e nomes. Nesta ocasião o iniciado diz: Eu e o Pai, somos um só. Eu Sou.

***...Bom fim de semana e beijos para todos...***


Posted at 01:40 pm by MoonPriestess
(5) Navegaram pela Lua  

Monday, February 06, 2006
Mantras - 1ª Parte

Variando um pouco, hoje fala-se de Mantras...

Os mantras em geral são muito curtos, um breve verso comportando algumas sílabas e com sentido bem claro. Mas eles também podem consistir numa extensa combinação de sílabas aparentemente desprovidas de sentido. Os "sons-semente", formados de uma única sílaba e que terminam quase sempre por uma nasal, como o m ou n, constituem mantras ainda mais complexos e enigmáticos. Dentro desta categoria, o mantra mais conhecido é OM (AUM), palavra que diz-se conter a chave do universo. OM  corresponde às três principais divindades - Brahma, Vishnu e Shiva.

Os mantras são compostos de diferentes formas, podem ser o produto de uma inspiração comunicada directamente pelo Cosmos ou podem resultar também de uma meditação, e nesse caso, ser uma emanação do espírito inconsciente de um iogue. Alguns são recolhidos directamente no akasha, o éter cósmico ou memória universal, por adeptos de altíssimo grau, outros mantras são obras de poetas, cantores ou de místicos. Muitos mantras, considerados dentre os mais eficazes, foram compostos através de um dos vários métodos usados para reduzir a uma curta fórmula hermética toda uma obra importante, este procedimento é, às vezes, utilizado em proporções inimagináveis, é desta forma por exemplo, que um livro sagrado contendo milhares e milhares de versos podem ser resumido num só capítulo. Este capítulo pode, em seguida, ser reduzido a um só parágrafo, depois a um verso e, finalmente, a uma única sílaba . Esta sílaba última tem um poder tão grande que de forma análoga a um micro ponto da moderna computação, encerra a essência de todo o tratado. O domínio desse mantra conferirá imediatamente ao discípulo uma compreensão intuitiva do conjunto do texto.

Além de OM , existem outros mantras do tipo "som-semente", tais com krim, hrim, vam, gam, ram, shrim, etc ..., cujas vibrações são inicialmente concentradas , e depois projectadas seja para o interior de si mesmo, seja para o exterior, na forma de invocações , ordens, bençãos com o propósito de agir como instrumento de protecção, de poderes curativos e armas de defesa.

Os mantras "internos" são dirigidos para uma parte do corpo, tal como a cabeça, o espaço entre as sobrancelhas, o plexo solar ou os órgãos sexuais, onde produzem vibrações de energias precisas. Dessa forma, os mantras orientais dirigidos para o crânio provocam ressonância nos alvéolos do cérebro, criando um tipo de iluminação mística. Afirma-se mesmo, na mantra ioga, que certos mantras efectuam uma viagem circular no corpo humano, e que as suas reverberações provocam o desaparecimento de tecidos usados e gastos, substituindo-os por tecidos novos. Os mantras podem ser dirigidos para uma parte específica do corpo que tenha necessidade de ser revigorada ou curada.

Acredita-se que existe um mantra para todos os estados e todas as doenças e melhor ainda, para todos os problemas, de qualquer natureza. Todos podem ser resolvidos com a entoação dos sons convenientes e apropriados, porque cada mantra é um som, e as vibrações sonoras constituem a própria base do universo. As doutrinas orientais atribuem enorme importância ao conhecimento e uso dos mantras.

É comum admitir que os efeitos de um mantra são reforçados com a repetição do mesmo : a entoação sem fim da fórmula aumenta o efeito de seus benefícios . O mantra age sobre o espírito, permitindo gradualmente ao praticante compreender seu significado profundo. Sua constante repetição, sobretudo quando combinada com os pranayamas, ou técnicas respiratórias, contribui para suscitar um estado de transe e provocar uma iluminação mística. O mantra penetra nos reinos sobrenaturais, e de certa forma, compele os deuses a responder às preces que lhes são feitas. Se uma pessoa repete (com correcção) cem mil vezes um certo mantra que objectiva poder , homens e mulheres lhe obedecerão implicitamente ; se essa pessoa o repete duzentas mil vezes , ela poderá dominar todos os fenômenos naturais ; com um milhão de vezes , conseguirá a faculdade de viajar através de todos o universo. Utilizam-se rosários especiais para controlar o número de repetições. São feitos geralmente de grãos secos, enfiados num cordão .

Por meio de um único mantra pronunciado em voz alta, ou murmurado, ou repetido mentalmente, pode obter aquilo que procura, pois todas as coisas são formas de manifestação do som. E o próprio Brahma é o Som do qual se nutre o universo.

 

Saberemos mais em breve...

Boa semana!


Posted at 12:25 pm by MoonPriestess
(4) Navegaram pela Lua  

Thursday, February 02, 2006
Novidade

Olá, hoje estou aqui apenas para dizer que criei um blog novo, blog este onde poderão ler poesia e só poesia. Aquilo que de melhor se escreveu e se continua a escrever nesta área.

The Poetry Of My Soul

Espera pela vossa visita.

Beijinhos e bom fim de semana!


Posted at 11:17 pm by MoonPriestess
(2) Navegaram pela Lua  

Monday, January 30, 2006
As tradições da Wicca

Tradição é um método específico de acção, atitude ou ensinamentos que são passados de geração para geração. Na Wicca, a palavra tem um significado um pouco diferente, uma Tradição é um conjunto específico de rituais, ética e instrumentos; é um subgrupo específico dentro da Wicca.

A Wicca é uma Religião que possui diversas Tradições. Cada uma das quais tem a sua estrutura própria, mas todas elas seguem o mesmo princípio filosófico:

A celebração da Deusa e do Deus através de rituais sazonais ligados à Lua e ao Sol.

Respeito à Terra, que é encarada como uma manifestação da energia Divina.

A magia é vista como uma parte natural da Religião e é utilizada com propósitos construtivos.

A reencarnação é aceite como um facto.

Proselitismo é visto como tabu.

Tradições

Alexandrina

Fundada na Inglaterra nos anos 60, por Alex Sanders. Esta Tradição é quase uma "dissidência" da Gardneriana.

Bruxaria Cerimonial

Como o nome já diz, é baseada na Magia Cerimonial, com um toque de magia egípcia e magia cabalística.

Bruxas hereditárias

São as Bruxas que tem uma ascendência pagã (mãe, tia, avó) e que foram ensinadas "directamente" por elas. Mensagens psíquicas, sonhos, etc, não contam. Mas algumas Tradições Familiares "adoptam" pessoas de fora, na sua dinastia.

Bruxaria picta

Bruxaria escocesa. É uma forma solitária da Arte, basicamente mágica e com poucos elementos religiosos.

Bruxas solitárias

As Bruxas que praticam a Arte solitariamente, independente da Tradição que seguem, são chamadas de Solitárias. Existem diversos tipos de Bruxas Solitárias: algumas foram Iniciadas em Covens e decidiram desligar-se e continuar sozinhas o Caminho. Também pode ser uma Bruxa que não quer ligar-se a nenhum Coven estruturado, mas escolhe uma Tradição e segue-a através dos ensinamentos de outra Bruxa. E, finalmente, existe a Bruxa Solitária que decidiu estudar sozinha, através de livros e do intercâmbio de experiências com outras Bruxas de diferentes Tradições.

Caledônia

De origem Escocesa, era conhecida antigamente como Tradição Hecatina.

Ecletismo

Indica que a Bruxa não segue nenhuma das Tradições em particular. Ela estuda diversos sistemas mágicos e Tradições e aplica, para si, aqueles que se adaptam melhor à sua realidade.

Gardneriana

Organizada por Gerald Gardner, na Inglaterra, nos anos 50. Gardner foi uma das poucas pessoas, na sua época, determinadas a não deixar morrer a Antiga Religião, e assumiu o risco de divulgá-la nos media. É uma Tradição que apresenta práticas cerimoniais e rituais mais estruturadas e complexas.

Seax-wicca

Fundada por Raymond Buckland em 1973. Apesar de ter influência Saxã, foi criada por Buckland sem que ele se desligasse totalmente da Tradição Gardneriana.

Strega

Segue os princípios de uma Tradição iniciada na Itália, em 1353.

Teutônica

Também é conhecida como Tradição Nórdica.

Tradição Diânica

Esta Tradição é centrada principalmente na Deusa e é basicamente feminista.

Tradicional Inglesa

Uma combinação das crenças Celtas e Gardnerianas.

Wicca celta

Utiliza o panteão Druídico/Celta, mesclado com alguns rituais Gardnerianos.

Wicca satânica

Ninguém pode ser uma "bruxa" e "satânica" ao mesmo tempo, porque as Bruxas não acreditam em "satã". Se ouvir este termo, pode ter certeza de que se trata de um destes charlatões que encontramos por aí aos montes!

by Morgana

 

Beijinhos para todos e boa semana...

Não se esqueçam do casaco...lol!!

 


Posted at 08:30 pm by MoonPriestess
(4) Navegaram pela Lua  

Wednesday, January 25, 2006
Sei lá!!

 
" - Olha quem ela é...e então, o que te traz por cá numa noite como esta??
 - Nem eu sei...o vento talvez? Lá fora parece furioso...furioso com as árvores, com os carros e com as poucas pessoas que, timidamente, se atrevem a enfrentá-lo...e a sua força quando me toca é estupidamente libertadora....Agora é a chuva que tenta a todo o custo levar a melhor....Fustiga ruidosa e furiosamente como se não houvesse amanhã!
...
 
E daí...será que há? O mundo parece estar de pernas para o ar esta noite...será um sinal? Uma maneira de me dizer que algo está mal? Ou simplesmente uma limpeza à alma oferecida pela mãe natureza? Essa sim vinha mesmo a calhar...desejos de uma alma nova percorrem-me a cada minuto, horas, dias...desde há meses... Será essa cara lavada que por aí vem nos braços do vento? Abrir-lhe-ei as portas então para que me encontre rapidamente..."
 

Posted at 10:42 pm by MoonPriestess
(3) Navegaram pela Lua  

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